quarta-feira, 16 de maio de 2012

Escala Maior de Sí Bemol

Continuando as escalas de bemóis e seguindo pelo círculo das quartas, vamos pegar o quarto grau da escala anterior (Fá) que tinha apenas um bemol e com esta nota inciar a próxima escala:
Fá - Sol - Lá - Sí b - Dó - Ré - Mí - Fá

Ou seja, vamos construir a escala de Sí bemol:
Síb - Dó - Ré - Míb - Fá - Sol - Lá - Síb 

Observe que tivemos que bemolizar o quarto grau da escala de Sí bemol (em relação a escala anterior) para cumprir a fórmula das escalas maiores e seus intervalos. A escala passa a ter 2 bemóis, sendo a segunda escala estudada das escalas de bemóis.

Assim a escala de Síb é dedilhada da seguinte forma:




Aqui o interessante é que Sí bemol é uma nota "preta", portanto terminamos na M.E com o dedo 2, e começamos na M.D também com o dedo 2. É recomendável que pratique esta escala (assim como as demais) "abrindo" a partir da tecla Bb central com os dedos indicadores na mesma tecla. Assim a mão esquerda desce e a mão direita sobe.

Segue um vídeo com a escala Sí Bemol.





Escala Maior de Fá

Amigos, vamos começar agora com as escalas de bemóis. Até aqui nós vimos as escalas de sustenidos, seguindo o ciclo das quintas. Agora com as escalas de bemóis iremos trabalhar com ciclos das quartas.
A primeira escala de bemóis seria a de Dó Maior, com número de bemóis igual a zero. Como ela já foi descrita nas postagens anteriores vamos direto a escala que tem 1 bemol.

Com vocês a escala de Fá Maior:


Analisando a escala, você começa com o dedo 5 na mão esquerda, da mesma forma que na escala de Dó Maior.  Na mão direita não usamos o dedo 5, fazendo um 1-2-3-4, 1-2-3-4.

Sugiro sempre estudar as escalas de forma ascendente e descendente. Segue um vídeo como o exemplo da escala:

domingo, 13 de maio de 2012

Desenvolvimento Pós Prática (PPI - Post Practice Improvement) - Evolua durante os intervalos de estudo.



Eu sempre percebi que depois que eu faço um estudo no piano, no dia seguinte quando eu vou executar este mesmo estudo ele sai com mais facilidade, o que é normal claro, mas parece que não pelo tempo que eu me dediquei no dia anterior apenas. Mas por um amadurecimento daquele conhecimento no período em que eu não toquei.

O texto abaixo é muito interessante para todos os estudantes de piano, pois tem dicas sobre o PPI (Post Practice Improvement), que explica esta impressão que tenho. Na verdade o PPI é bem mais comum do que imaginamos, e se bem utilizado pode ser um grande aliado, ou um grande inimigo de nosso estudo.

A evolução de aprendizagem no piano resulta de duas formas principais de aprendizagem:
A primeira é mais óbvia, e provém da aprendizagem das notas e movimentos dos dedos, isto resulta em uma melhora imediata. Isto acontece pelos exercícios que você já tem a técnica para tocar. 

A segunda forma é chamada de Desenvolvimento Pós Prática (PPI - Post Practice Improvement no original), que resulta de alterações fisiológicas. Este é um processo lento de mudança, que ocorre ao longo de semanas ou meses, porque requer o crescimento de nervo e células musculares
Portanto enquanto você pratica ao piano, tente utilizar a seguinte metodologia por experiência. Pratique o exercício por 10 minutos, pare com ele e passe a fazer outro exercício, ou algo nada a ver com piano. Retorne ao exercício anterior e após fazer a sequencia por vários dias sua técnica estará a melhorar por si só. Melhor do que se tivesse concentrado várias horas seguidas no mesmo tema. Então quando você se senta ao piano no dia seguinte, percebe que pode tocar melhor ainda do que no final do exercício do dia anterior. Isto é o "Desenvolvimento Pós Prática".

Se você fizer isto apenas por um dia o efeito não é tão grande. No entanto o efeito acumulativo ao longo de meses ou anos pode ser enorme..
Geralmente é mais rentável praticar várias coisas de uma só vez, e deixá-las todas evoluirem ao mesmo tempo (enquanto você não está praticando), do que trabalhar muito duro com um único exercício. Praticar muito tempo um mesmo tema pode prejudicar a sua técnica se levado a um ponto de stress, lesões, ou má postura. Você tem que praticar uma certa quantidade mínima de repetições para o PPI ter efeito, mas como estamos falando de trechos curtos isto deve levar apenas alguns minutos. 

Portanto não se preocupe se você praticar muito, mas não perceber uma melhorara imediata. Isto pode ser normal para certos trechos em particular. Se você já está executando um trecho a um bom tempo, e já não há mais erros a serem corrigidos é hora de parar e deixar o PPI assumir, depois de ter certeza que você fez repetições suficientes para PPI. Além disso, certifique-se de praticar bem relaxado para não criar PPI de movimentos forçados, o que não traria benefício algum. O mesmo vale para fazer o exercício errado, pois irá se passar para o corpo um modo errado de evoluir.

Existem vários tipos de PPI, classificados por exemplo na duração do tempo com o qual o PPI se torna eficaz. Os menores tempos são associados com o condicionamento, como o uso de movimentos  ou músculos que nunca foram utilizados antes. Você percebe claramente isto com o dedo mínimo (5) utilizado nos exercícios de blues por exemplo. São movimentos novos para a maioria dos estudantes de piano na fase inicial.
Tempos intermediários de várias semanas são associados a conexões nervosas novas, e tempo mais longos podem ser associados com o crescimento real de células musculares e  ativação de áreas cerebrais.

Muitos alunos não conhecem as regras para se aproveitar o PPI e dizem que tocam pior no dia seguindo. A maioria deles utiliza incorretamente a prática rápida e lenta. Por isto vamos discutir as regras para a escolha das velocidade de práticas corretas. Qualquer stress ou movimento desnecessário durante o exercício irá comprometer o PPI, pois pode se tornar um mau hábito. O erro mais comum é negar o PPI e deixar o treino (ou seja, parar com o piano por aquele dia) tocando o exercício muito rápido, antes da perfeição prática. A última coisa que você faz antes de sair deve ser o exemplo mais correto e melhor que você pode alcançar. Geralmente se recomenda fazer com baixos andamentos para que o PPI “memorize” a perfeição dos movimentos.
Um outro cuidado é misturar obras que contêm exercícios difíceis/fáceis e rápidos/lento de forma que não haja um número mínimo de repetições. O processo torna o PPI confuso porque mistura numa grande proporção materiais fáceis com um pequena quantidade de difícieis, vários movimentos e alterações de velocidade. Neste caso eu recomendo o seguinte. Treine por trechos, e atinja a perfeição em cada trecho, para o PPI ter um ótimo efeito.
O PPI não é nada de novo, podemos citar três exemplos bem conhecidos: O fisiculturista, o maratonista, e o golfista.
Durante o levantamento de peso, os músculos do fisiculturista não crescem, ele apenas vai de fato perder peso. Mas durante as semanas seguintes, o corpo vai reagir ao estímulo e aumentar os músculos. Todo o  crescimento muscular ocorre após o exercício. Assim o fisiculturista não mede a quantidade de músculo com a quantidade de peso a mais que ele pode levantar no final do exercício, mas em vez disso concentra-se em realizar o exercício que produz o condicionamento adequando. A diferença é que para o piano estaremos desenvolvendo coordenação e velocidade, em vez de força muscular e massa.


Outro exemplo é o maratonista:


 Se você nunca correu um kilometro na sua vida, e tentar fazer pela primeira vez, você pode ser capaz de corre uns 200 metros antes de parar para descansar. Se depois do descanso correr novamente é bem provável que canse antes dos 200 metros. Assim a primeira execução não resultou em nenhuma melhoria aparente. No entanto, no dia seguinte, você poderá ser capaz de correr uns 300 metros antes de se cansar. Isto é Desenvolvimento Pós Prática! 


            Os jogadores de golfe estão familiarizados com o fenômeno no qual eles podem bater bem na bola em um dia e no próximo bater muito mal. Isto porque pegou um mau hábito. Para corrigir eles trocam o taco por um que facilite a jogada, mesmo que há distâncias menores, para restaurar a práticar. A analogia é que tentar tocar peças ou exercícios mais complexos, pode arruinar o PPI se feito da forma errada. E para corrigir devemos deixar a seção de treino do dia praticando algo mais simples, de melhor domínio.







O PPI ocorre principalmente durante o sono. Você não pode reparar um carro em movimento, a maior parte do crescimento e manutenção do seu corpo ocorre enquanto você dorme. Este sono deve ser normal, tipo durante a noite e com todos os seus componentes principais. Os bebês precisam dormir muito porque estão crescendo rapidamente. A melhor prática para o PPI seria tocar a noite, antes de dormir, e rever o exercício pela manhã seguinte. 


Material traduzido, e adaptado por J.Dionatan

Agradecimento ao colega do fórum de teclados: TG Aoshi

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Czerny - Exercício Nº 1

Os exercícios de Carlos Czerny (1791-1857) são famosos pelo mundo todo dentre os mestres do piano, pois desenvolvem agilidade, independência e velocidade, e praticados em muitos conservatórios no Brasil.

O exercício Nº1 irá treinar um pouco a coordenação Mão Direita x Mão Esquerda enquanto o estudante desenvolve a agilidade dos dedos da M.D, principalmente os dedos 4 e 5. Eu recomendo você estudar Czerny em andamentos baixos no início, para distribuir muito bem os tempos da mão direita.


O exercício é praticado com as notas na mão direita é em semi-colcheias, então para cada tempo do compasso serão executado 4 notas, é natural aceleramos algumas notas e adiantarmos outras devido a falta de domínio sobre os dedos de forma igualitária. Por isto os exercícios em velocidade mais baixa valem a pena, para corrigirmos no início estas falhas. Depois aumente de forma gradual a velocidade.

Abaixo o vídeo com uma demonstração do exercício:

 
E para quem quiser comprar a edição completa recomendo a Freenote:

Bons estudos !!!

sábado, 28 de abril de 2012

HANON - Exercício The Trill (nº 46)

http://www.freenote.com.br/produto.asp?shw_ukey=38019121139QJFHUMGMuita gente utiliza Hanon em seus estudos, uns gostam do  método e outros o odeiam. Mas muitos ignoram o conteúdo completo da obra e ficam avaliando-a apenas pelos primeiros exercícios.

Pois bem, vamos explorar um pouco mais sobre as demais atividades que este maravilhoso livro nos oferece. Eu gosto muito de Hanon, mas jamais o recomendo como obra única de estudo. Ele é apenas mais uma ferramenta, e deve ser usada em conjunto com outros estudos ok.

Então vamos lá, a idéia do exercício 46 é executar o famoso "Trill", ou Trilo no português:

Trilo na Wikipédia


Aqui um vídeo para você que ainda não associou o nome a pessoa:




Você já deve ter ouvido algúem "trilar" em uma música mas não deve ter associado a este movimento o nome. Mas o Hanon tem o exercício 46 exclusivamente dedicado ao Trill:

Segui aqui o exércicio 46 completo:







Segue um vídeo demonstrando o exercício acima:



É isto aí, bons estudos, e vamos Trillar galera!!
Quem quiser comprar a edição completa, recomendo a loja virtual Freenote:

HANON - O PIANISTA VIRTUOSO - A. Schott

domingo, 15 de abril de 2012

Inversões de acordes: Tonalidade Mí

Chegamos a tonalidade Mí, uma tonalidade muito usada na música brasileira.
Novas inversões para você experimentar, vamos lá e bons estudos:

Os acordes utilizados neste exercício são E - F#m -G#m - A - B - C#m - D#º


Inversões de acordes: Tonalidade Míb

Na tonalidade de Míb (enarmônica de Ré #) vamos experimentar novas inversões.

Os acordes apresentados são: Eb - Fm - Gm - Ab - Bb - Cm - Dº

Reparem que interessante que se pegarmos alguns acordes e alterarmos apenas uma das notas
já mudamos para outro acorde. Esta dica pode ser bastante útil para evitar muita movimentação das mãos.

Este exemplo pode ser aplicado aos acordes I Grau Maior (Eb) e III Grau Menor (Gm), aonde a movimentação da primeira nota já faz a troca do acorde!!